Participantes de diferentes regiões do país chegaram ao Colégio Adventista Brasil Central (IABC), no último domingo (5), para dar início ao curso Missão Transcultural Intensivo, promovido pelo Instituto de Missão da UCOB. Durante 20 dias, os estudantes receberão preparo para atuar em diferentes contextos culturais e missionários.
“Temos a necessidade de recrutar, treinar e enviar missionários preparados para o contexto transcultural e também para as linhas de frente como países da janela 10/40 Países pós-modernos e culturas nunca alcançadas pelo evangelho”, relata o diretor do Instituto de Missão, Iuri Barbosa.
A preparação oferecida pelo curso atende a uma necessidade vivenciada por quem atua em contextos multiculturais. Neste ano, uma das participantes é a missionária Julie Thésée, natural das Ilhas Maurício, que veio ao IABC para viver a missão no campus. Segundo ela, compreender a cultura local é um dos fatores que determinam a eficácia do trabalho missionário.
“Preciso fazer sentido para as pessoas dentro do contexto cultural delas; caso contrário, a eficácia dos meus esforços é reduzida pela metade. O que é normal e natural para mim pode não ser para outra pessoa. Não se trata de estar certo ou errado, mas de compreender para construir pontes, em vez de enxergar apenas abismos”, afirma.
Julie comenta sobre o desafio de sentir saudade, mas que busca “construir um novo lar neste lugar (Brasil)”.
“O desafio é sentir falta de casa e tentar construir um novo lar nesse novo lugar, com pessoas de visões de mundo diferentes das de casa. Mas tem sido uma benção descobrir Deus cada vez mais nesta jornada como missionária”, conclui.
Além da preparação transcultural, a edição deste ano conta com um novo recurso para ampliar a capacitação dos participantes. Segundo Iuri, o curso também oferece aulas de inglês e inaugura o bootcamp de imersão no idioma.
“Esse é um projeto em que todos os alunos se comunicam exclusivamente em inglês, de acordo com o nível de conhecimento de cada um. Durante o curso, um professor britânico os incentiva a perceber que todos são capazes de se comunicar em inglês”, explica.
O domínio da língua inglesa é uma ferramenta importante para quem deseja atuar no campo missionário, já que o idioma é amplamente utilizado em diversos países e facilita a comunicação em diferentes contextos culturais.
Para Cristina Alzugaray, essa convicção influenciou diretamente sua trajetória acadêmica e seus planos para o futuro.
“Existe um desejo de viver no campo missionário desde antes de entrar na faculdade. Inclusive, escolhi cursar Letras (Inglês) porque acredito que é uma ferramenta para servir na missão. Eu e meu esposo também temos o plano de servir em breve como missionários de longo prazo na Tailândia”, expõe.
Histórias como a de Julie, que atravessou continentes para servir no Brasil, e de Cristina, que escolheu a graduação pensando no futuro missionário, mostram que a missão transcultural começa muito antes do embarque. Ela é construída por meio de preparo, aprendizado e disposição para compreender pessoas, culturas e realidades diferentes.