Este ano completa oito anos da parceria do Colégio Adventista Brasil Central (IABC) com o distrito de Miracema, no Tocantins, por meio da qual os estudantes e colaboradores da instituição fazem parte de uma cooperação contínua na reserva indígena Xerente.
Durante o recesso escolar, entre os dias 27 de junho até 7 de julho, atividades comunitárias foram realizadas em duas frentes de atuação: Xerente e Apinajé. Ao todo, mais de 60 voluntários estiveram envolvidos no campo.
Xerente
No colégio que carrega como lema principal “O colégio mais missionário do Brasil”, servir ganha significado quando é compartilhado com outras histórias de amor ao serviço, como a história do casal Iraci e Gilvan, que acompanham de perto a realidade do local há anos.
“Em 2013, a gente foi convidado para vir numa missão. Quando conheci a escola e vi a dificuldade das crianças, eu já sabia que aquela era a missão que Deus estava me dando”, comenta Iraci.
Iraci, pedagoga, sempre sonhou em servir. Após dedicar 20 anos de sua vida à Educação Adventista, depois da aposentadoria, ela entendeu que Deus estava lhe dando um novo campo.

A convivência permitia com que o casal voluntário compreendesse as reais demandas apontadas pelos próprios moradores, como a falta de doações de roupas.
A informação da doação de roupas chegou até a aluna Lanna Gabrielly, que iniciou um processo de arrecadação de roupas no residencial feminino do campus antes de ir ao voluntariado.
“Dentro da missão Xerente, a gente foi com o objetivo de construir a igreja, mas, muito além de levar o evangelho, ajudar nas necessidades é o principal objetivo”, relata.
As ações sociais envolviam a entrega de doações, visitação, evangelismo adulto e infantil, além da construção de uma igreja.
Apinajé

Na comunidade Apinajé, em Tocantinópolis, as ações também aconteceram em diferentes frentes. Os voluntários uniram-se aos moradores locais para a construção da nova igreja na comunidade, que antes contava com uma estrutura temporária de palha.
“Plantar igrejas é realizar sonhos, a gente sabe que quando se planta uma igreja muitas bençãos recaem sobre aqueles que farão parte dela. É um ponto de luz que se acende dentro dessas aldeias. E é uma alegria nos últimos anos, através das parcerias do IABC, Missão Tocantins, IDE-GO e diversos outros projetos termos a oportunidade de plantar igrejas entre os povos indígenas Xerente e Apinajé”, explica o diretor da agência de missões, pastor Alex Melchör.
Além da construção do templo, os voluntários participaram de visitas às famílias, realizaram estudos bíblicos e atividades com as crianças. Essas práticas foram desenvolvidas a partir do interesse e abertura da comunidade indigena.

Início da construção da nova igreja na comunidade Apinajé (Foto: Gustavo Ferraz)O reconhecimento dessas ações foram compartilhadas na fala da liderança local. “Eu agradeço a Deus pela oportunidade que deram para os jovens que vieram aqui nos ajudar a construir a igreja. Nós estamos muito alegres. Nunca vou me esquecer do serviço que fizeram por nós”, descreve o cacique da comunidade, José.
Para a aluna Ana Beatriz, “missão é colocar o seu conforto abaixo do propósito”.
Assim foram os momentos entregues ao auxiliar, amar, cooperar e compartilhar a mensagem, seja por meio das mensagens ministradas ou do testemunho demonstrado por meio da disposição e do esforço dos voluntários.